Anos 60




Os anos 1960 foi marcado pela cultura jovem, dos estilos variados, do rock and roll, do homem pisando na lua pela primeira vez, dos movimentos pacifistas do final da década (hippies). Foi a década também da moda unissex, proveniente do ideal jovem, passando a idéia de coletivo e gerando uniformização.

O movimento hippie foi uma manifestação da contracultura dos anos 1960 nos Estados Unidos que conseguiu executar uma das mais radicais e metódicas críticas à sociedade ocidental e às suas instituições. A indumentária utilizada pelos adeptos desse movimento foi associada às críticas desses padrões ocidentais. A vestimenta, numa primeira instância, representou a identidade do movimento que rebatia os valores conservadores da sociedade capitalista ocidental.

A indumentária hippie exibia de maneira mais límpida alguns traços da moda como linguagem não verbal. Havia uma forte presença de produtos artesanais e grande destaque na confecção de produtos que hoje caracterizam o movimento (calças jeans pantalonas com boca de sino, e no lugar de camisas e blusas, ambos os sexos usavam batas indianas), representando um apego a culturas distantes deste mundo massificado e corrompido pela guerra e pela sociedade de consumo.

A criação de estampas únicas realizadas pelos hippies, conseguiram romper as barreiras da limitação da monocromia dos tecidos. Com isso eles pregaram a máxima do it yourself (“faça você mesmo”), passaram a imaginar e experimentar, ao mesmo tempo em que contestavam à facilidade de reprodução. Assim conseguiram criar peças únicas utilizando uma técnica chamada de tie-dye.
 

O jeans se firmou como ícone da moda jovem, com diversos modelos e intervenções.



Na moda, a grande vedete dos anos 60 foi, sem dúvida, a minissaia. Além da minissaia, a gola rolê e a modelo Twiggy são alguns dos símbolos de uma década de muitas descobertas e novos rumos democráticos.

Sua imagem quase andrógina, magérrima, pequena, com cabelos loiros muito curtos e imensos olhos realçados com camadas de rímel e cílios postiços, tornaram Twiggy o ícone dos anos 60.


#principais estilistas
Yves Saint Laurent

Yves Saint Laurent é um dos nomes mais importantes da alta-costura do século 20. São mais de 40 anos de carreira, mais de 70 coleções de alta-costura e uma infinidade de produtos que levam sua marca e são vendidos no mundo inteiro.

Uma de suas famosas criações é a série de vestidos que Yves Saint-Laurent criou em 1965 com base nos quadros de Piet Mondrian. Estas peças fizeram sucesso absoluto, são a cara de uma época, nunca deixaram de encantar e têm lugar de destaque em qualquer enciclopédia de moda que se preze.

Coleção Mondrian - Inverno 1965. Yves Saint Laurent presta homenagem ao pintor Mondrian, adaptando o príncipio de seus quadros abstratos a vestidos de linha reta de jérsei.
Paco Rabanne


Francisco Rabaneda Cuervo (Pasaia, País Basco, 18 de fevereiro de 1934), mais conhecido como Paco Rabanne, é um estilista espanhol radicado na França. Ficou famoso por suas roupas futuristas, que fizeram o guarda-roupa das mulheres modernas da década de 1960.


O filme “Barbarella” de 1968, possui grande destaque na moda dos anos 60. A personagem Barbarella é uma aventureira espacial com intenções ninfomaníacas que usa a sexualidade e o corpo para conquistar e derrotar os seus oponentes. O responsável pelo figurino futurista da heroína, que entrou para história da moda e do cinema dos anos 60, é o estilista Paco Rabanne.

Pierre Cardin

Cardin fundou sua própria casa em 1950 e começou com alta costura três anos depois. Ficou conhecido por seu estilo de vanguarda e por seus trabalhos inspirados na "era espacial", com formatos e motivos geométricos, freqüentemente ignorando a forma feminina. Cardin investiu também nas roupas unissex, algumas vezes experimentais. Em 1954, introduziu o "vestido bolha". Ao lado de Paco Rabanne e André Courrèges, Cardin formou a "tríplice aliança" do futurismo na moda.



#dica de filme


Abaixo o amor, título original "Down With Love (2003)"
Neste filme, Barbara Novak é uma bibliotecária e escritora feminista que, em plenos machistas anos 60, escreve um best-seller chamado "Abaixo o Amor", no qual aconselha mulheres desiludidas com a vida amorosa a manterem apenas relacionamentos casuais, focando mais a conquista do sucesso profissional e sua própria independência. O sucesso do livro faz com que Catcher Block, um repórter mulherengo e sedutor decida se envolver com ela apenas para escrever um artigo e mostrar ao mundo que ela é uma fraude.


• Direção: Peyton Reed
• Roteiro: Eve Ahlert, Dennis Drake
• Gênero: Comédia/Romance
• Origem: Alemanha/Estados Unidos
• Duração: 101 minutos
• Tipo: Longa-metragem

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